• Mensagem ao povo que Deus me confiou

Mensagem ao povo que Deus me confiou

Sunday, March 22, 2020 | Andressa Collet

Saúde e Paz!

Ao escrever esta mensagem, tendo presente o momento atual, penso nas famílias: as crianças, os jovens, os adultos, os idosos; nos enfermos: em casa e nos hospitais; nos trabalhadores e trabalhadoras em geral, que estão prestando serviços essenciais a todos nós: nos mercados, nos postos de combustível, farmácias, padarias, coleta do lixo e na segurança; nos hospitais: administradores, médicos, enfermagem, cozinha, lavanderia, faxina e serviços diversos; nos governantes, que precisam agir com discernimento, sabedoria e responsabilidade; nos voluntários que se apresentam para servir de formas diversas. Penso também nos que estão nas prisões, seus familiares e moradores de rua.

Penso nos aflitos por não se saber como serão as próximas semanas ou meses: nos fragilizados e nos que estão sós; nos que não sabem como ficarão suas empresas, pequenas ou maiores, e a manutenção dos empregados; penso nos que correm risco de perderem o seu emprego, e nos que já não o tem. Como estarão os pobres?

Estou pensando nos padres, nos diáconos e nas lideranças de nossas Comunidades. O que Deus está pedindo de nós? Como vivenciarmos o melhor zelo pastoral de que somos capazes? O que nos sugere Jesus, o Bom Pastor? O que nos sugere o Bom Samaritano? O que aprender do testemunho de tantos santos e santas que ao longo da história souberam fazer de suas vidas um dom aos irmãos e irmãs?

— Em minha oração apresento todos a Deus, que é Providência e que nos ama e não nos abandona:

 

“Veio uma grande tempestade sobre o mar, a ponto de o barco ser coberto pelas ondas. Jesus, porém, dormia. Eles (os discípulos) se dirigiram a Jesus e o despertaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, estamos perecendo!’ – ‘Por que tendes medo, fracos na fé?’, respondeu ele. Então, levantou-se e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se grande calmaria. E eles ficaram admirados e diziam: ‘Quem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?’”

 

— Estamos indo em direção à Páscoa. É ela que dá sentido à QUARESMA com seu apelo à conversão, que é volta para Deus, para os irmãos e irmãs e para o cuidado com a “casa comum”. A conversão implica em mudança no modo de ver, de compreender, de reagir e de agir. A conversão nos faz novas criaturas. É graça de Deus, fruto da ação do Espírito Santo em nós.

A “quarentena” em que nos encontramos, pode favorecer muito a vivência quaresmal e tornar-se uma grande oportunidade: TIVEMOS DE PARAR. Todos: grandes e pequenos. O orgulho humano, com sua ciência e suas tecnologias em todas as áreas, tão autossuficiente, teve de curvar-se, humilhado, diante de algo tão pequeno e tão poderoso como o novo corona vírus.

Obrigados a ficar em casa, próximos uns dos outros, por dias e o dia todo, temos tempo para ESTAR EM FAMÍLIA: conversar bastante, ouvir um ao outro, recordar momentos belos já vividos juntos; exercitar o companheirismo pela distribuição de tarefas, mesmo as mais pequenas e simples; é importante cultivar o respeito mútuo, a serenidade, a harmonia, a alegria: “É bom e agradável estar juntos os irmãos” (Sl 133). Não economizar gentilezas como: “Com licença?”, “Peço desculpas” e “Muito obrigado!” (Papa Francisco).

Um destaque muito especial para a ORAÇÃO PESSOAL E DE TODOS JUNTOS: Rádios e TVs oferecem momentos convidativos para acompanhar a Celebração de Missas (em especial à Missa Dominical), a Oração do Rosário, a escuta da Palavra de Deus e reflexões.

Sugiro que aproveitemos o tempo para a LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO JOÃO. É um dos últimos livros da Bíblia. Conta apenas cinco capítulos. O autor trata da fé e do amor. Assunto muito adequado para os dias que estamos atravessando. A leitura pessoal ou junto com os demais da casa, pode ser uma bela experiência. Para isso, é aconselhável tirar um tempo determinado, cada dia: quarenta e cinco minutos, talvez; ir por partes não muito longas; começar pela invocação do Espírito Santo; deter-se em trechos que parecem mais interessantes; reler o que não ficou muito claro; partilhar com todos o que cada um entendeu; assumir um compromisso pessoal ou todos jutos; terminar agradecendo a Deus com uma oração.

A Leitura da Palavra de Deus e a Oração despertam em nós a REVISÃO DE VIDA: a gratidão ao Senhor pelo bem que Ele realizou em nossas vidas; mas também a tomada de consciência das nossas falhas e do pecado. Então, arrepender-se, em verdadeira atitude de contrição, fazer o propósito de mudar o que não está bom, pedir sincero perdão a Deus e às pessoas ofendidas, reparar o mal causado a alguém; tudo isso atrai o dom da RECONCILIAÇÃO. Como na atual circunstância não é possível ir ao encontro de um padre para a Confissão Sacramental, faça bem o que agora estiver ao seu alcance. Deus vê o coração.

Continuemos colaborando com as orientações das autoridades que nos governam. Elas têm razão: temos de evitar que haja uma sobrecarga no sistema de saúde com muitos doentes ao mesmo tempo. Sobretudo, não saiamos de casa! Fique em casa, por favor! Sai somente para o absolutamente necessário, sempre com os devidos cuidados de higienização. Não nos esqueçamos: quem trabalha na saúde são pessoas: elas cansam, têm família, sofrem e podem adoecer.

Jesus prometeu que tudo o que pedíssemos unidos em nome dele ao Pai, seria concedido (cf. Jo 14,13). Portanto, quanto ao que depender de nós, façamos tudo o que pudermos. Mas, sejamos intensos na Oração, confiando-nos aos seus cuidados.

Num verdadeiro esforço para superar a indiferença, tenhamos, nestes dias, na mente e no coração, como uma lâmpada acesa a nos guiar, a atitude do Bom Samaritano: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33s).

Deus, a Trindade que é Amor e Misericórdia, por intercessão de Nossa Senhora da Piedade e da Bem Aventurada Albertina, derrame sobre todos a sua Bênção.

Em Cristo,

 

Dom João Francisco Salm
Bispo Diocesano

 

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